sábado, 17 de agosto de 2019

CRISE NO PSB
Líder segue governador, mas prega 
diálogo entre líderes
Gisa Veiga 
O líder do governo estadual na Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Barbosa (PSB), acredita que a permanência do impasse e enfrentamentos dentro do partido, após sua intervenção, poderá ser “um desastre” para os projetos políticos da agremiação. Ele prega o diálogo como “única saída para a crise”.
“Em política, toda divisão é prejudicial. Na vida, a briga que não alcança ganhadores e onde todos perdem, é sempre muito ruim, um desastre! O nosso projeto de Governo tem se mostrado eficiente, estruturador e auspicioso em todos os aspectos. Uma disputa, agora, que exponha os nossos dois comandantes - João Azevedo e Ricardo Coutinho - será danosa às nossas potencialidades políticas futuras e muito ruim para o ritmo de crescimento que vimos impondo à Paraíba”, avalia.
Para ele, “o diálogo franco, despido das vaidades e distante das arrogâncias predominantes, creio, seria a única saída para evitarmos uma crise que só sabemos como começa – com diálogo, serenidade e respeito, trinômio basilar para nortear os passos vindouros”.
Barbosa mantém sua posição de seguir a orientação do governador João Azevedo, “que tem pautado sua vida e suas ações pelo diálogo, sempre franco e conciliador, marca dos que têm efetivo respeito ao contraditório e base sólida para quantos fazem da democracia um postulado de vida e não somente um exercício de retórica vã”.

Wilson Filho acha desnecessário
privatizar 101 e 230 na Paraíba

Ademilson José

O deputado estadual Wilson Filho(PTB) disse ontem que não vê razão nenhuma para se incluir trechos das Brs 101 e 230 na Paraíba no projeto de privatização que o Governo Federal vem estudando para diversas estradas do país.

“As daqui da Paraíba são estradas relativamente boas e conservadas e não faria nenhum sentido se partir para uma tomada de decisão nesse sentido”, afirmou o deputado, ao acrescentar que ainda bem que se tratam de estudos, estudos esses que quando forem realizados, vão constatar não haver necessidade.
         Para Wilson Filho, caso de se pensar em privatização é quando as estradas são ruins, com muitos problemas, muitos acidentes e que alguma empresa ou empresas se dispõem a qualificá-las para, depois, ressarcir o seu investimento e a manutenção através de pedágios.
         Ele acredita que, quando o governo federal desenvolver esses estudos que anuncia, vai chegar a conclusão de que no caso dos trechos paraibanos das duas Brs, não haverá necessidade nenhuma de privatização para cobrança de pedágio.
         “Isso pode até ser necessário, mas em outros estados, em outras regiões por onde a 101 e a 230 também existem  em condições precárias”, afirmou o deputado.
         No que se refere à duplicação da Br 230, assunto que esta semana virou motivo de criação de uma Frente Parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado, Wilson Filho considera importante, sobretudo para a região do sertão.
Mas ele pondera: “naturalmente que seria algo bem mais caro e um investimento que demandaria bem mais trabalho, mas claro que se constituindo numa iniciativa da parte do Poder Público mesmo”, concluiu Wilson Filho.